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South African Airways busca nova frota de longo curso e quer reviver voos ao Brasil

A South African Airways ainda nem recomeçou a voar após concluir seu processo de reorganização, que foi repleto de idas e vindas, mas não é isso que a impede de fazer planos. Segundo as expectativas atuais, a empresa deve decolar na próxima semana, mas uma recuperação dos voos internacionais de longo curso só deve ocorrer após dois anos. Para isso, a empresa precisará de novos aviões.

Falando à imprensa de seu país, o chefe interino da SAA, Thomas Kgokolo, disse que a empresa precisará buscar uma frota de fuselagem larga (widebody) mais moderna e se envolver em parcerias mais cooperativas com outras companhias aéreas. Nos planos, estão a volta dos voos para o Reino Unido, Alemanha, EUA e Brasil, para onde a empresa voou por 85 anos ininterruptos.

No entanto, a empresa hoje conta com apenas dois Airbus A340-600, que são ineficientes diante da concorrência. Kgokolo disse que “devemos garantir que obteremos a frota certa para fazer essas viagens, para minimizar nossos custos e poder competir. Uma das estratégias é ser muito mais colaborativo na forma como fazemos negócios. Onde pudermos fazer parcerias com outras companhias aéreas, como Emirates e Qatar Airways, faremos, mas nosso foco agora será estimular o mercado regional e garantir que a região esteja interconectada”.

A SAA está programada para reiniciar os voos domésticos e regionais em 23 de setembro, após 19 meses em concordata. De início, irá operar apenas uma rota doméstica entre Joanesburgo e a Cidade do Cabo, e cinco rotas regionais incluindo Acra, Kinshasa, Harare, Lusaka e Maputo. Sua frota atual inicial tem três A319, dois A320 e um A330-300.

A SAA saiu da concordata após uma ajuda estatal de US$ 720 milhões. Como parte da reestruturação, o governo concordou em vender 49% para um novo parceiro de capital estratégico, o Takatso Consortium. Os investidores devem fornecer US$ 205 milhões adicionais em financiamento para a SAA nos próximos três anos, enquanto o auxílio estatal irá cobrir as dívidas históricas da transportadora.

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