Southwest pode perder meio bilhão com bloqueio de assento do meio em voos

A Southwest Airlines, primeira aérea de baixo custo do mundo e maior operadora do Boeing 737, estima perdas de até meio bilhão de reais se bloquear os assentos do meio. A empresa se coloca contrária à ideia.

Avião Boeing 737 Southwest

A empresa tem bloqueado os assentos do meio para vendas desde o início da pandemia, mas anunciou que irá abandonar a medida a partir de dezembro. Até lá, ela espera perder algo entre $60 e $80 milhões de dólares, equivalente a R$450 milhões na cotação atual, quase meio bilhão de reais. Esta perda se dá pela venda de no máximo 65% da capacidade do voo, já que a empresa continua com a política de escolha de assento livre, respeitado o grupo de embarque varia de acordo com a tarifa.

A Southwest, apesar de ter criado o conceito low-cost, não depende muito de receitas auxiliares como venda de assentos, nem com venda de bagagens porque tem franquia fixa de duas malas despachadas sem custo extra, além da não comercialização do serviço de bordo, que é gratuito.

De qualquer maneira, segundo a CNN Business a empresa afirmou que irá notificar aos passageiros quando os voos estiverem mais de 65% cheios, que pode significar que alguns assentos do meio estarão ocupados.

Desta maneira, apenas a Alaska Airlines e a Delta Air Lines manterão o bloqueio do assento do meio. Esta primeira anunciou que, em 6 de janeiro, esta política deve acabar, já a Delta afirma que acaba em 2021 mas sem data fixada.

No Brasil, assim como boa parte do mundo, as empresas aéreas não bloquearam o assento do meio, dado que a taxa de transmissão no avião, desde que os passageiros usem máscara, é considerada muito baixa:

Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagens pela Avianca Brasil e Azul Linhas Aéreas. #GoBroncos #GoBeach #2A

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