Startup oferece investimento nas ações da VASP com lucros de até 70%

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Não, você não leu errado. Uma startup está oferecendo investimento nas ações judiciais da falida VASP, que podem render até 70% de lucro!

A300 VASP

Basicamente o plano feito pela Hurst, fintech brasileira baseada em São Paulo, está oferecendo um investimento com alto retorno no final do contrato.

O lucro é baseado nos horários advocatícios (porcentagem do valor ganho em ação que vai para os advogados como pagamento de seus serviços) das centenas de processos trabalhistas, que se tornam direitos creditórios.

Segundo a Hurst, é estimado uma rentabilidade de 20,42% ao ano, num prazo de 2 a 3 anos, trazendo uma rentabilidade total de 71%. Um exemplo dado pela Hurst é se você investir o valor mínimo de R$10 mil reais, pode sair com até R$17.100.

A startup opera por meio de uma plataforma tecnológica baseada em robôs de investimentos que vasculham os sites dos tribunais de justiça e diários oficiais em busca de selecionar as melhores oportunidades envolvendo processos judiciais.

Calculadora da empresa mostrando estimatidas de investimento

O CEO da Hurst, Arthur Farache, afirma acreditar que o momento da economia global permitirá aos investidores alcançar um nível de lucratividade raro nos últimos anos justamente pela possibilidade de aproveitar esta oscilação tão brusca no valor dos ativos. “Identificamos no mercado da aviação um dos fortes geradores destes altos rendimentos e por isso lançaremos outras carteiras deste setor na sequência desta primeira operação com a VASP”, completa.

A operação engloba os honorários advocatícios de 570 processos trabalhistas conjuntamente, que segundo a Hurst diminui o risco da operação e aumenta a diversificação entre ativos. Desde 2017 as nove turmas do TST firmaram o entendimento de que o Estado de São Paulo é obrigado a pagar essas reclamações trabalhistas de forma que elas sejam consideradas dívida pública com prioridade de pagamento.

No caso o Estado de São Paulo seria o responsável pelo fato da VASP ser uma empresa aérea estatal, logo o governo do estado é o dono e responsável.

Vale lembrar que apesar do caso VASP ter sido o mais “sucedido” em termos da quantidade de funcionários que conseguiram receber algo, comparado com o da Varig, Transbrasil e Avianca, não significa que a “causa é ganha”.

A empresa contava com muitos ativos próprios como hangares, equipamentos, aviões que não são de leasing, logo assim que o leilão destes foram feitos, o dinheiro foi para uma parte dos funcionários.

Mas ainda assim existem diversos processos parados, principalmente referente ao leilão de alguns ativos como o prédio e hangares da empresa no Aeroporto de Congonhas.

Sendo assim este investimento é de altíssimo risco e fica a critério e responsabilidade de cada pessoa investir. O AEROIN não está indicando este investimento, apenas divulgando a nota enviada à imprensa pela empresa.

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Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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