Testes rápidos e a esperança do reinício das viagens internacionais

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Photo de Daniel Kist via Pexels.com

Testes rápidos de antígenos ajudarão a impulsionar o reinício das viagens internacionais não essenciais. Essa é a aposta da aviação britânica e que, se der certo, pode apoiar a retomada no restante do mundo, enquanto governos e suas autoridades de saúde trabalham na gestão das regras de mobilidade vis-à-vis o percentual de vacinados e a existência de diferentes mutações do vírus. 

No Reino Unido, por exemplo, os testes, que retornam resultados em apenas 30 minutos, podem ajudar a iniciar as viagens internacionais já em 17 de maio. Atualmente, viagens não essenciais estão proibidas, apesar dos apelos da indústria do turismo, que não quer perder uma alta temporada pelo segundo ano consecutivo.

A nova regra dos testes rápidos valeria, inicialmente, apenas para quem está partindo do Reino Unido. Os viajantes que estiverem chegando de países de alto risco (listas laranja e vermelha) ainda teriam que se isolar por dez dias ao entrar na Inglaterra. E mesmo os que chegam de países de menor risco (verdes) teriam que continuar pagando por um teste antes da partida, bem como dois testes RT-PCR pós-chegada. No momento, o pacote de teste pós-chegada custa cerca de R$ 1.600.

Além disso, Boris Johnson disse que os testes rápidos de antígenos estão sendo avaliados e podem ser aprovados para uso em testes pós-chegada também e em caráter gratuito apenas para cidadãos britânicos, o que viabilizaria ainda mais as viagens dos seus cidadãos.

Com o passar do tempo e mais países aderindo ao teste rápido, estaria formada a cadeia necessária para que mais rotas sejam restabelecidas mundo afora. O custo dos testes rápidos também serão menores que o PCR. Cada teste custa cerca de R$ 240 e o preço vem caindo nas últimas semanas.

O CEO da British Airways, Sean Doyle, se mostrou otimista de que as viagens internacionais poderiam ser autorizadas a reiniciar em 17 de maio, embora apenas um punhado de países possa inicialmente entrar na lista verde.

Israel, Malta, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos são apontados como países que podem entrar na lista primeiro. Os critérios incluem o progresso da vacinação, o número de novas infecções diárias e a capacidade de realizar o sequenciamento genômico para identificar as mutações do vírus. Por outro lado, América do Sul, Ásia, África e grande parte da Europa não devem estar na lista nos próximos meses, dado o alto nível de risco e às novas variantes do vírus.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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