Tiro pela culatra: triagem de coronavírus dos EUA cria aglomerações enormes nos aeroportos

Se a ideia dos EUA era reduzir a propagação do contágio, o tiro parece ter saído completamente pela culatra no processo de triagem para coronavírus na chegada dos voos internacionais.

Multidão na fila para a triagem dos voos internacionais nos EUA

Cidadãos norte-americanos estão compartilhando fotos e vídeos assustadores nesse fim de semana, em aeroportos lotados enquanto multidões que chegam do exterior estão sendo triadas para o coronavírus, devido a novos requisitos federais de viagem instituídos pelo presidente Donald Trump.

As multidões e as horas de espera foram exatamente o que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças alertaram contra por se constituírem como uma maneira de espalhar a doença.

As imagens revelam passageiros presos de parede a parede, em particular no Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK), em Nova York, no Aeroporto Internacional de Dallas / Fort Worth e no Aeroporto Internacional O’Hare, de Chicago.

Os americanos que voam para casa de todos os países sob restrições de viagem estão sendo verificados em pelo menos 13 aeroportos.

O governador de Illinois, JB Pritzker, foi particularmente expressivo sobre a situação no O’Hare através do Twitter: “A multidão e as filas em O’Hare são inaceitáveis e precisam ser resolvidas imediatamente. Donald Trump, já que este é o único meio de comunicação em que você presta atenção – você precisa fazer algo AGORA”.

As autoridades de O’Hare pediram desculpas pelo pesadelo, explicando que o processamento da Alfândega dos EUA “está demorando mais do que o habitual (…) devido à maior triagem do COVID-19”. E completaram: “Nós incentivamos fortemente nossos parceiros federais a aumentar o pessoal para atender à demanda”.

Sob os novos regulamentos que entraram em vigor sexta-feira à meia-noite, os americanos que voam da maior parte da Europa, China e Irã agora enfrentam “triagem de entrada aprimorada”.

Eles devem responder perguntas sobre seu histórico médico e condição atual e devem fornecer informações de contato para as autoridades locais de saúde, de acordo com uma declaração do Departamento de Segurança Interna. Espera-se que eles se “auto-quarentenem” em casa por 14 dias.

Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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