Transporte do B727 da VARIG é impedido até que se apresente estudo de viabilidade

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Imagem: Rubem Bürgel

Em mais um capítulo do projeto que objetiva criar um memorial da VARIG com um Boeing 727 que voou na companhia aérea, os planos de transporte da aeronave foram suspensos após semanas da preparação para a movimentação.

Como acompanhamos, o 727-100 que voou sob a matrícula PP-VLD foi arrematado no ano passado em um leilão e, com a ajuda de colaboradores tanto em termos financeiros quanto em mão de obra presencial, o trijato foi desmontado para ser levado de Porto Alegre até Nova Petrópolis (RS).

Rubem Oscar Bürgel, presidente do Grupo VARIGVIVE criado para levar o projeto adiante, vinha nos informando sobre a evolução dos trabalhos, que culminou com a fuselagem, as asas e a cauda separadas e posicionadas sobre carretas por volta do dia 20 de fevereiro.

Desde então, uma longa espera foi promovida pelas autoridades responsáveis por liberar o transporte do avião pelas rodovias do Rio Grande do Sul.

A equipe do projeto aguardava autorizações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e da Polícia Federal para que a movimentação das grandes partes, com cerca de 40 metros no caso da fuselagem e 6 metros de largura no caso das asas, fosse executada com segurança.

Asa do Boeing 727 – Imagem: Rubem Bürgel

E o DNIT até já havia dado sinal favorável, mas, depois de muitos dias desde a liberação do documento para a partida das carretas, o Departamento voltou atrás, cancelou a autorização e solicitou que o Grupo VARIGVIVE apresente um Estudo de Viabilidade do transporte.

Ou seja, será necessário que Rubem e os demais integrantes da equipe responsável pelo projeto providenciem uma avaliação de todo o trajeto, para que se comprove que é possível o deslocamento seguro do avião até o destino, evitando assim empecilhos que possam atrapalhar o movimento.

Embora faça sentido a requisição das autoridades, é uma pena que se tenha levado quase um mês para tal decisão, atrasando o andamento do projeto VARIGVIVE e, por consequência, aumentando os custos do transporte.

Segundo Rubem, a autarquia federal finalmente agendou uma reunião com o grupo (VARIGVIVE + empresa de guindaste responsável pelo transporte) para a quarta-feira, 17 de março, na qual será discutida a questão do Estudo de Viabilidade.

Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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