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Três semanas após a SAA voltar a voar, funcionários fazem greve e dizem que nada mudou

Na vida, existe uma máxima que diz que “é impossível obter resultados diferentes, fazendo sempre a mesma coisa”. Essa, talvez, se aplique à famigerada South African Airways, que após quase dois anos em reestruturação, e muitas idas e vindas (inclusive com falência decretada oficialmente e depois rechaçada), finalmente voltou a voar em setembro com 6 aviões (dos 46 que tinha antes) e centenas de funcionários a menos.

O que era para ser um momento de esperança, após tanto tempo e desgaste, parece ter começado com o pé esquerdo. Na última semana, membros do sindicato fizeram um piquete e uma breve greve em Joanesburgo, reclamando das condições de trabalho e dizendo que os funcionários dizem que a equipe está desiludida com a empresa.

“Muitos dos problemas da velha SAA foram transportados para a nova companhia aérea”, disse uma declaração conjunta do Sindicato Nacional dos Metalúrgicos da África do Sul e da Associação de Tripulantes de Cabine da África do Sul (SACCA). Os sindicatos afirmam que os trabalhadores colocados em um “esquema de dispensa de treinamento” não foram recontratados, enquanto outros viram seus salários e benefícios trabalhistas cortados.

Essas reclamações são as mesmas de 2019 e de vários outros anos anteriores, ao passo que a empresa estatal, altamente ineficiente, mantinha um contingente enorme de trabalhadores para uma frota de menos de cinco dezenas de aeronaves.

Se for para se reerguer, de fato, a fórmula precisa ser alterada, com uma reestruturação “para valer” e “doa a quem doer”.

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