Trinta adolescentes arruínam um voo após se recusarem a usar máscaras

Com cerca de 30 adolescentes se negando a usar máscaras de proteção facial, um voo da American Airlines acabou atrasando por várias horas, até ser finalmente cancelado e remarcado para o dia seguinte. Entenda o caso a seguir.

Avião Airbus A321 American Airlines
Airbus A321 da American Airlines decolando – Imagem: Alan Wilson / CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

A situação aconteceu na última segunda-feira, dia 5 de julho, no Aeroporto Internacional Charlotte Douglas, no voo de número AA893 da American Airlines, que iria do aeroporto localizado no estado da Carolina do Norte para Nassau, nas Bahamas.

Segundo informações da mídia local WSOC-TV, a causa dos problemas teria começado quando a aeronave que realizaria o voo sofreu uma falha mecânica, fazendo com que todos os passageiros trocassem de aeronave, levando a um atraso inicial.

A partir deste fato, parte de um grupo de 40 adolescentes estudantes recém-formados, que estava a bordo da aeronave, recusou-se a usar a proteção facial, obrigatória pelas normas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDCs) dos Estados Unidos, levando, após o atraso de duas horas, ao cancelamento do voo, com nova partida no dia seguinte.

A companhia aérea confirmou o caso, comentando que o voo partindo da Carolina do Norte foi adiado para a terça-feira, dia 6 de julho, por conta de passageiros que não utilizavam proteção facial, desrespeitando as orientações da tripulação e atrapalhando outros clientes.

“Por procedimento, os clientes envolvidos foram solicitados a deixar a aeronave. Esperamos que nossos clientes cumpram nossas políticas quando escolhem voar conosco e agimos quando esse não for o caso”, disse a American Airlines, que ainda detalhou: “Tornou-se perturbador para outros clientes e eles se recusaram a seguir as instruções dos membros da tripulação enquanto a bordo”.

Nenhum dos cerca de 30 aluno baderneiros ficou detido pela polícia e alguns deles receberam um voucher para hospedagem em um hotel até o dia seguinte, enquanto menores de idade tiveram que ficar retidos no aeroporto, porque não era possível reservar quartos em seus nomes.

O responsável pelo grupo de estudantes

A Breakaway Beach, empresa de viagens responsável pelos 47 adolescentes recém-formados, emitiu uma nota para comentar o caso, alegando que, diante do problema que a aeronave sofreu já na partida e o atraso em duas horas a bordo da aeronave, alguns alunos podem ter retirado sua máscara para respirar melhor devido às condições no interior da aeronave.

A nota da empresa diz o seguinte:

“O tratamento desta situação pela American Airlines foi incrivelmente decepcionante – é claro, a segurança é uma prioridade absoluta e qualquer passageiro que não cumpra as regras e regulamentos da aviação deve ser removido de uma aeronave. No entanto, o ato de um indivíduo não é responsabilidade de outros, e os alunos que estavam cumprindo as regras não deveriam ter sofrido esse tipo de tratamento.

O grupo foi tratado de forma imprópria e excessivamente rude, causando estresse e agravos desnecessários aos viajantes e seus pais de longe. Independentemente disso, e talvez especialmente por causa de sua idade, esses alunos deveriam ter sido tratados exatamente da mesma maneira que todos os outros passageiros e deveriam ter alojamento e refeições fornecidas.

Estamos felizes que, no final das contas, a Breakaway foi capaz de garantir a segurança do grupo, levá-los ao seu destino e celebrar sua formatura, uma viagem que eles esperavam há mais de um ano. Nossa esperança é que a equipe individual e a companhia aérea aprendam com esta situação para que ela não se repita, e compensem o grupo pela noite perdida de uma merecida formatura, e peçam desculpas pelo tratamento que causou ao grupo.”

A empresa de viagens estudantis também teria dito que o adiamento do voo se deveu a uma mudança na tripulação. Outros passageiros do voo, entretanto, descreveram que os jovens “Estavam gritando. Eles estavam xingando. Eles estavam sendo muito desagradáveis”.

Apesar de todo o transtorno, a aeronave partiu no dia seguinte, com cerca de 30 horas de atraso, e todos os passageiros puderam seguir com seu destino.

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Juliano Gianotto
Ativo no Plane Spotting e aficionado pelo mundo aeronáutico, com ênfase em aviação militar, atualmente trabalha no ramo de fotografia profissional.

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