Para a United, 737 MAX não terá confiança dos passageiros tão cedo

O CEO da United Airlines, Oscar Munoz, disse em entrevista à CNBC que não há nenhuma garantia de que todos os passageiros se sentirão confortáveis ​​em voar em um avião Boeing 737 MAX tão cedo.

Avião Boeing 737 MAX 9 United Airlines
Boeing 737 MAX da United

Os comentários vieram dias depois que a United anunciou o cancelamento de 1.290 voos que seriam realizados por suas 14 unidades do MAX até o dia 3 de agosto. Até o momento da entrevista, outros 3.000 voos da United já haviam sido cancelados.

Durante a entrevista, Munoz afirmou que a comunicação clara e transparente será primordial na reintrodução adequada da aeronave de volta ao serviço. Ele continuou dizendo:

“O primeiro e mais importante objetivo é não assumir que todos vão querer voar, não assumir que todos superarão isso…Nós vamos fazer isso de maneira segura.”

Munoz já havia dito no começo da crise do MAX que a United não cobraria nada de passageiros que quisessem trocar de voos para evitar o 737 MAX. A Southwest Airlines, com sua frota de 34 MAX, também assumiu o mesmo compromisso.

Em 22 de maio, Munoz também foi notícia quando disse que estará no primeiro voo de 737 MAX da companhia aérea quando a aprovação for dada pela FAA. Em uma declaração aos acionistas na reunião anual da companhia aérea, Munoz disse:

“Só porque alguém diz que é seguro, você, como passageiro, não vai entrar na aeronave. É preciso demonstrarmos que é seguro.”

Segundo pesquisas do Simple Flying sobre se “você voltaria a voar neste avião depois do retorno das operações?”, o resultado foi que 46% dos participantes responderam que não voltariam. E você? Voará nos 737 MAX da Gol depois do retorno das operações?

Informações pelo Simple Flying.

Murilo Basseto

Formado em Engenharia, foi um dos líderes do Urubus Aerodesign da Unicamp e um dos responsáveis por alçar o grupo à elite mundial da engenharia aeronáutica universitária. Atualmente é Editor-Chefe do AEROIN.