United Airlines é processada por escalar apenas comissárias loiras em voos da NFL

Foto: United

A companhia aérea norte americana United Airlines está sendo processada por alegadamente utilizar unicamente mulheres jovens, brancas e loiras como comissárias em voos fretados pela Liga de Futebol Americano (NFL) para times como Los Angeles Rams, Kansas City Chiefs, New Orleans Saints, entre outras. O time de beisebol Pittsburgh Pirates também teria viajado em voos na mesma situação.

O processo é movido por duas comissárias de bordo veteranas da companhia que alegaram discriminação ao Tribunal Superior da Califórnia. Segundo as duas profissionais, a tripulação mais velha está sendo impedida de operar em alguns voos charter e a companhia aérea estaria escolhendo as equipes de bordo unicamente com base em “atributos raciais e físicos, e noções estereotipadas de fascínio sexual”.

Segundo reportagem do The Washington Post, o processo foi movido por Kim Guillory, uma mulher negra funcionaria da United Airlines desde 1992, ao lado de Sharon Tesler que se identifica como judia e trabalha para a United desde 1986.

As duas mulheres afirmam no processo que a “designação de comissários de bordo para voos fretados organizados por dezenas de equipes esportivas profissionais e universitárias nos Estados Unidos é baseada inteiramente e ilegalmente em idade, raça e ancestralidade, sexo e aparência física”. Segundo elas, a companhia não só rebaixou seus funcionários, trabalhadores leais de longa data, como “também criou uma cultura de trabalho na qual a discriminação, o assédio e a retaliação criaram raízes e floresceram”.

Nos Estados Unidos, de acordo com o site Paddle You Own Kandoo, ao contratar um serviço de voo fretado, o cliente pode optar entre contratar um conjunto de comissários dedicados especialmente escolhido para o voo ou seguir com a tripulação disponível no momento. Segundo as duas reclamantes, a United estaria incentivando os clientes a escolher pela tripulação dedicada. As duas tentaram se inscrever diversas vezes para o atendimento em voos da NFL, mas foram impedidas pela companhia sob alegação de que a equipe de bordo estava reservada para uma lista preferencial composta por mulheres jovens e brancas.

A United nega as acusações.

A companhia afirmou que os clientes de fretamentos podem escolher em uma lista de comissários de bordo e que não pode deixar de atender ao pedido do contratante. Em comunicado à imprensa, a companhia declarou que a United Airlines tem orgulho de seu histórico de diversidade, equidade e inclusão.

“Embora não possamos comentar sobre este litígio em andamento, os comissários de bordo incluídos em nosso programa de fretamento de equipes esportivas são amplamente representativos de nossa população geral de profissionais em relação à idade e raça”, disse a empresa. “É importante ressaltar que a elegibilidade do comissário de bordo para trabalhar em um voo fretado é baseada exclusivamente no desempenho e na frequência e não tem nada a ver com idade, raça ou sexo”, finaliza a nota.

As comissárias de bordo que atendem aos voos ainda recebem ingressos para assistir a jogos, incluindo o Superbowl, a final do campeonato, além de conseguir passes de acesso ao campo.

Fabio Farias
Jornalista e curioso por natureza. Passou um terço da vida entre aeroportos e aviões. Segue a aviação e é seguido por ela.

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