Valor das maiores empresas aéreas despenca US$ 12 bi com nova onda da Covid-19

Avião Boeing 747-400F

As companhias aéreas ainda estão longe do lucro e das vendas que tinham antes da pandemia, pois alguns de seus negócios, como viagens executivas, não são nem mesmo comparáveis ​​aos níveis normais. No entanto, o número crescente de casos de COVID-19, temores de novas restrições de viagens devido à variante Delta e preocupações com a recuperação econômica causaram um novo golpe nas ações das companhias aéreas.

De acordo com dados apresentados pelo BuyShares.co.uk, a capitalização de mercado combinada da Delta Air Lines, American Airlines, Lufthansa Group, United Airlines, Air France e International Airlines Group, como as maiores companhias aéreas de capital aberto do mundo com base em vendas, despencou em US$ 12 bilhões desde junho.

Empresas dos EUA com pior resultado

O setor de aviação continuou sendo um dos setores mais afetados durante a pandemia e está mais intimamente ligado às restrições variáveis da COVID-19. Além disso, todo o mercado está enfrentando aumento de custos, incluindo mão de obra e combustível.

Com isso, as principais companhias aéreas dos Estados Unidos sozinhas receberam cerca de US$ 50 bilhões em uma série de resgates e subsídios do governo durante a pandemia, principalmente para que pudessem fazer a folha de pagamento, e suas ações tiveram boa valorização no mercado financeiro.

Mas os temores de novas restrições a viagens e da terceira onda de pandemia vieram como um novo golpe para o setor que ainda sofria para lidar com os efeitos da crise da COVID-19.

Os dados da YCharts mostraram que as três maiores companhias aéreas dos Estados Unidos foram as mais atingidas, com sua capitalização de mercado combinada despencando em US$ 9,2 bilhões desde junho.

As ações da Delta Air Lines lideram com um prejuízo de quase US$ 4,3 bilhões neste período. A United Airlines e a American Airlines vêm em seguida, com queda de valor de mercado de US$ 3,07 bilhões e US$ 1,86, respectivamente.

As estatísticas mostram que a queda da capitalização de mercado das companhias aéreas dos EUA aumenta significativamente se olharmos ainda mais para trás no tempo. Em março, o valor combinado das ações das três empresas era de US$ 56,2 bilhões, ou US$ 12 bilhões a mais do que na semana anterior.

Europeias caem após notícias de proibição de viagens

As ações das companhias aéreas europeias também caíram acentuadamente nos últimos dias de junho, depois que a chanceler alemã Angela Merkel propôs impor restrições aos viajantes que chegam à União Europeia (UE) partindo do Reino Unido devido a preocupações com a disseminação da variante Delta da COVID-19.

Embora a proposta tenha sido criticada por países membros da UE cujas economias dependem fortemente do turismo, o risco de novas pressões para impor proibições de viagens causou um novo golpe nas ações das companhias aéreas.

A British Airways (do IAG) teria sido uma das companhias aéreas mais afetadas se os planos de Merkel tivessem sido realizados, com suas ações caindo 6% no dia em que o relatório foi publicado. Embora as ações do IAG tenham se recuperado, com o valor de mercado da empresa atingindo US$ 11,9 bilhões na semana passada, isso ainda está US$ 1,78 bilhão abaixo dos níveis de junho.

Além disso, o relatório provisório do IAG, cobrindo os três meses até 31 de março de 2021, mostrou que sua dívida de longo prazo subiu para quase € 19,5 bilhões, enquanto as reservas de caixa ficaram em € 8 bilhões.

O Grupo Lufthansa, por sua vez, perdeu US$ 1,05 bilhão neste período, com o valor combinado de suas ações caindo de US$ 7,6 bilhões em junho para US $6,55 bilhões na semana passada, enquanto a Air France registrou uma queda de valor de mercado de US$ 530 milhões.

Informações do BuyShares

Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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