Venda de ativos do Grupo Itapemirim ajuda a equilibrar o caixa da ITA

Reprodução apenas mediante autorização

No último domingo (11), o Canal ASA do YouTube, e seus convidados, entrevistaram o CEO da Itapemirim Transportes Aéreos (ITA), Adalberto Bogsan. Ao longo de cerca de uma hora de conversa, o executivo falou sobre a preparação para a operação e os primeiros dias após o início dos voos, tendo comentado de maneira franca sobre os desafios “de primeira hora”.

Caixa

Indagado sobre preocupações do mercado quanto ao caixa da empresa, ele confirmou que a companhia passou por desafios recentes. Segundo ele, como o lançamento da empresa teve que ser postergado em razão da pandemia, o projeto enfrentou uma “quebra” no orçamento (projeção de receitas e despesas). Sem operar e, portanto, sem receitas, os custos fugiram do planejado.

Outros fatores relacionados à pandemia também teriam onerado a empresa como, por exemplo, o fato de ter que contratar pilotos estrangeiros para trazer as aeronaves em face às restrições de fronteiras para brasileiros.

No entanto, Bogsan enfatizou que isso já foi superado a partir de uma nova entrada de capital, proveniente das vendas de ativos do Grupo Itapemirim. Ele também reforçou que as outras empresas do Grupo Itapemirim estão dando suporte financeiro à aérea nesse momento.

Recentemente, falamos sobre um novo leilão aberto no final do mês de junho para a venda de ativos do Grupo Itapemirim. Os certames são conduzidos pelo leiloeiro Thais Moreira Leilões e acontecem até o meio de julho. A arrecadação esperada é de, no mínimo, R$ 8 milhões (soma dos lances mínimos).

Frota e Rotas

Atualmente com dois aviões operacionais (PS-SPJ e PS-AAF), Bogsan espera ter mais um jato ativo nessa semana e outro na próxima. Um quinto avião, que já está no Brasil, ainda poderá demorar mais tempo para entrar em operação, já que ele precisou passar por uma manutenção mais pesada, a fim de ser colocado em conformidade com as regras de navegação aérea do Brasil. A expectativa é chegar a outubro com oito aeronaves.

Para cada nova aeronave que entrar em operação, o executivo diz que a empresa consegue aumentar até três destinos.

A taxa de ocupação (nesse caso, assentos vendidos), por sua vez, que girou em torno de 40%-45% na estreia , já estaria em torno de 65% e a expectativa é que aumente e a empresa ganhe tração para vencer no competitivo mercado.

Assista à entrevista completa abaixo ou diretamente no Canal ASA.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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