Vereador ameaça funcionária da Azul após ser impedido de embarcar armado

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Um vereador e policial civil teve que ser contido em Brasília após ofender uma funcionária da Azul por ela tê-lo impedido de embarcar armado.

O caso ocorreu em dezembro passado, mas veio a tona apenas agora, após o Jornal Metrópoles divulgar o caso mediante denúncia dos funcionários da Azul Linhas Aéreas.

Laércio de Carvalho Alves é delegado da Polícia Civil do Distrito Federal e vereador pela cidade de Água Fria de Goiás. Por ser policial, ele possui uma arma e tem o direito de despachá-la em voos domésticos.

Ele teria chegado faltando seis minutos para encerramento do check-in do voo para Campinas, de onde seguiria para João Pessoa, muito além do tempo que é acordado no Contrato de Transporte Aéreo da companhia, que segundo a Polícia Federal é o estipulado para que haja tempo suficiente para validação das guias e também para todo o procedimento burocrático necessário.

Além disso, na guia de Laércio não constava a escala em Campinas, algo que é exigido pela PF. Por causa disso, a funcionária da Azul informou a ele que deveria corrigir a guia na Polícia Federal e que não daria tempo para embarcar no voo, que já estava prestes a fechar.

Com essa negativa, Laércio teria começado a xingar a funcionária, inclusive ofendendo-a dizendo que “essa m* de menina não resolve nada”. As ofensas continuaram e o delegado afirmou que iria embarcar sim e que “se não embarcasse, daria m* para a funcionária”.

As ofensas continuaram e Laércio teria batido no vidro de proteção que foi instalado no balcão de check-in para proteger passageiros e funcionários durante a pandemia. Ele só foi contido após a chegada da Polícia Federal, mas mesmo assim continuou exaltado.

Mesmo com toda a confusão, o delegado então teria sido remarcado para um voo posterior, com tempo hábil para despachar a arma. A empresa aérea se posicionou sobre o assunto, confira a nota na íntegra abaixo:

A Azul esclarece que um delegado foi impedido de embarcar em Brasília no mês passado por se apresentar tardiamente ao check-in da companhia para despacho de uma arma. Pela legislação da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), clientes com porte de arma precisam comparecer com antecedência mínima de 1h30 do horário do voo para os trâmites de despacho do armamento. A Azul ressalta ainda que remarcou o bilhete do Cliente sem custo adicional.

Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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