Vídeo: CEO da Latam Brasil fala do futuro e prevê retomada em 2 ou 3 anos

Receba as notícias em seu celular, acesse o canal AEROIN no Telegram.

Em vídeo ao grupo G100 Brasil, que reúne lideranças empresariais e econômicas do país, Jerome Cadier, presidente da Latam Airlines Brasil, falou sobre a situação da empresa aérea e a expectativa de uma retomada bastante lenta para o setor.

Em dois minutos e vinte segundos, o executivo reitera que o setor aéreo foi um dos principais e um dos primeiros a serem atingidos pela crise. Ele diz que, hoje, as vendas estão a menos de 10% do esperado para essa época do ano, assim como estão as operações de voo. Tal cenário resulta num desbalanço de caixa brutal, já que o dinheiro não entra, enquanto que o custo fixo mantém-se elevado (com pessoal, leasing, contratos de fornecedores, etc.).

Ele comenta que a empresa está se preparando para operar, nos próximos meses, com um mínimo possível de custos, enquanto espera que a demanda comece a voltar em algum momento no segundo semestre. Independentemente de quando a demanda começar a voltar, ela deve ser gradativa e muito lenta, levando de dois a três anos até que se retome o patamar pré-crise.

Assista ao vídeo abaixo (aguarde o carregamento):

Jerome também acredita que, quando a demanda voltar, ela voltará diferente, já que as pessoas e empresas pensarão muito mais antes de comprar uma viagem seja ela de turismo ou a negócios. Ele complementa dizendo que essa crise veio para reescrever a relação do cliente com as empresas aéreas e governo.

O vídeo termina com Jerome desejando sorte a todos nesse momento desafiador.

Receba as notícias em seu celular, acesse o canal AEROIN no Telegram.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

Veja outras histórias

Boeing 737 arrasta-se pela pista após falha de trem de pouso

0
O mais grave da situação não foi o acidente da aeronave em si, mas uma deficiência que poderia ter levado a um fim muito pior.