Virgin Australia quer se reerguer com o Boeing 787 substituindo o 777 e o A330

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A Virgin Australia quer se reerguer como uma nova empresa, e para isso seus executivos querem renovar a frota com o moderno Boeing 787 Dreamliner.

Boeing 787 Virgin Australia
© 4Engines

Os futuros novos donos da empresa australiana, que entrou em Recuperação Judicial recentemente, podem já ter um gasto assim que assumirem o controle da empresa.

Atualmente administrada pela reconhecida firma Deloitte, a Virgin Australia quer se tornar uma nova empresa que lembre meramente o que já foi uma das filiais mais bem sucedidas do britânico Richard Branson.

A companhia tem hoje seis Airbus A330-200, entregues entre 2012 e 2014, e cinco Boeings 777-300ER que servem rotas troncos para os EUA, tendo sido entregues em 2009 e 2010.

Sobre os Airbus, a empresa alega que tem um custo elevado de leasing por serem novos (preço de leasing alto) e não tão econômicos quando comparado ao novo A330neo e o 787 Dreamliner.

Já sobre os Boeings, apenas um dos cinco é de leasing, sendo o restante de propriedade da Virgin Australia, porém, são aviões mais antigos que os Airbus, podendo ter dificuldade para achar novos compradores, além de servirem apenas em rotas bem densas por terem maior capacidade de passageiros.

Antes da crise do Coronavírus e de entrar em recuperação judicial, a empresa planejava escolher este ano entre o Airbus A350 e/ou o Boeing 787 para substituir os jatos antigos. Agora, com a reestruturação, o corte de custos operacionais fica ainda mais claro, optando pelo menor 787, provavelmente na versão 787-8.

Ainda não está nada fechado e a empresa afirma que não tem pressa para fazer a substituição, mas é algo que está definitivamente nos planos.

Ter uma frota só de um modelo de aeronave pode representar um grande benefício para a Virgin, que utiliza os A330 exclusivamente nos voos ponta-a-ponta domésticos e alguns destinos na Ásia, pois não pode utilizá-los para os EUA pela falta de alcance.

As concorrentes Qantas e United Airlines já utilizam o Dreamliner nos voos entre Austrália e EUA, assim como a não tão distante concorrente Air New Zealand.

Agora resta saber se os novos compradores da Virgin Australia, que vai ser vendida no regime de melhor oferta, toparão esta proposta ousada e cara de renovação de frota logo que assumirem a empresa.

Com informações do portal ExecutiveTraveller

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Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagens pela Avianca Brasil e Azul Linhas Aéreas. #GoBroncos #GoBeach #2A

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