Voamos na Ponte Aérea com o ATR da Azul, pousando na menor pista de Congonhas

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Devido ao fechamento da pista principal do Aeroporto de Congonhas, a Azul colocou o seu pequeno avião ATR para realizar todos os voos da Ponte Aérea. E nós estivemos lá nessa quarta-feira, 5 de agosto, a bordo do primeiro voo.

A partir de hoje, a pista principal do Aeroporto de Congonhas estará fechada para obras de recapeamento, a fim de manter os padrões de operação segura na mesma.

Sendo assim, apenas a pista menor 17L/35R, com 1.495 metros de comprimento, estará funcionando, limitando as operações de aviões maiores no aeroporto.

Com isso, a Azul apostou no seu menor avião bimotor: o turboélice ATR 72, que leva até 70 passageiros e, por ser menor, consegue pousar em pistas mais curtas como a 17L/35R.

O voo na Ponte com o Turboélice

Eu realmente estava animado a voar na Ponte e com o ATR. Já fazia quatro anos que não voava na aeronave e na última vez havia sido em outra empresa.

O Aeroporto de Congonhas estava estranhamente vazio, tudo devido à Pandemia do Coronavírus, que inclusive atrasou o início dessas obras. O embarque foi no portão 16, de onde seguimos de ônibus até a aeronave, num pátio lotado de aviões, infelizmente estocados.

O nosso embarque se deu às 09:35. Escolhi o assento 4D e, com isso, fui um dos primeiros a embarcar, já que o ATR só tem entrada pela porta traseira.

As portas foram fechadas às 10:05, sendo o motor direito acionado primeiro, e o outro apenas no final do táxi, como medida padrão da empresa para economia de combustível.

Às 10:08 partimos da pista 17L, decolando sem dificuldades, subindo para o nível de voo 210. O ATR é um avião com performance menor que os jatos, então a subida foi mais lenta e o voo de cruzeiro nesse nível mais baixo.

Essa altitude, aliada à asa alta da aeronave, permite ver o chão de uma outra perspectiva que normalmente só é possível em voos da aviação geral, uma vez que a maioria dos jatos comerciais costuma ter asa baixa, atrapalhando a visão, e voa muito mais longe do solo.

Passageiros apreciam a vista neste voo quase panorâmico

Durante o voo não foi oferecido serviço de bordo, seguindo as recomendações da Anvisa. Porém, na saída da aeronave era possível pegar a famosa balinha da empresa ou os amendoins salgados, para não passar vontade.

Ao contrário dos jatos, o ATR da Azul não contra com nenhum entretenimento a bordo, sendo limitado à revista da companhia disponível no bolsão assento à frente, mas que foi retirada também por medida relacionada à pandemia. Usei o tempo ocioso para aproveitar a paisagem e adiantar este texto que você está lendo agora.

Em torno de 50 minutos depois da partida, iniciamos a nossa descida para o Rio de Janeiro, sobrevoando Niterói, com bela vista da costa da Grande Rio. Fizemos a típica aproximação passando por cima da Ponte Rio-Niterói, chegando ao solo às 11:13, mais de 15 minutos antes do previsto.

Após um rápido táxi, a aeronave parou e o desembarque se iniciou, sendo seguido da higienização da aeronave, e pela conexão curta, o embarque novamente para Congonhas.

O voo de volta seria apenas alguns minutos depois, suficiente para esticar as pernas e ver como o aeroporto Santos Dumont não está diferente de Congonhas: bem vazio.

Às 11:45 o embarque começou e fomos novamente de ônibus para a aeronave. Portas fechadas 15 minutos depois, com táxi para a cabeceira 02L, de onde decolamos passando ao lado do Pão de Açúcar.

Sem muita novidade, aguardava ansiosamente a descida da aeronave para contemplar São Paulo e, também, porque seria a primeira vez que pousaria na pista 17L/35R.

Alinhados na cabeceira 17L, e a aeronave foi achando seu lugar entre os prédios, encostando as rodas na pista às 13:08, com bastante freio em seguida, mas nada muito brusco.

De lá seguimos para a posição de parada, fazendo um 180º (backtrack) para voltar pela mesma pista que pousamos, tudo devido às obras, para então passar ao outro lado do pátio e finalizar esta experiência de voo, o meu primeiro na Ponte Aérea e de ATR.

O AEROIN realizou este voo na Ponte Aérea a convite da Azul Linhas Aéreas

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Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagens pela Avianca Brasil e Azul Linhas Aéreas. #GoBroncos #GoBeach #2A

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