Você sabe quais são os maiores aeroportos de carga de sua Região? E do Brasil?

Boeing 767-300 cargueiro da LATAM Brasil – Imagem: Cris Vieira / Zurich Airport Brasil

Dando continuidade à publicação dos dados da movimentação dos aeroportos brasileiros, trazemos hoje a você leitor do AEROIN os rankings dos principais aeroportos de cada uma das cinco Regiões do Brasil, bem como do país todo, no que diz respeito às maiores movimentações de carga aérea.

Considerando os dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) referentes à soma dos envios e dos recebimentos de carga em cada terminal ao longo do 1º semestre de 2021 (1S21), apresentamos a seguir os cinco primeiros de cada Região e os dez do Brasil inteiro, bem como uma comparação com o 1º semestre de 2019 (1S19), para uma avaliação da recuperação do movimento em relação ao período anterior aos impactos da Covid-19.

Vale lembrar que a carga aérea não é movimentada apenas por aviões cargueiros, mas também nos porões dos equipamentos que cumprem voos de passageiros, portanto, os dados a seguir dizem respeito a soma destas duas formas de transporte. Acompanhe a seguir as classificações.

Região Norte

Na Região Norte, entre os cinco maiores aeroportos em quantidade de carga aérea enviada e recebida, o destaque fica com o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes (SBEG), de Manaus (AM). Além de ser o primeiro da região, o aeroporto é o único dos cinco que no 1º semestre de 2021 conseguiu superar o valor registrado no 1º semestre de 2019.

O destaque negativo fica com o Aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues (SBPJ), de Palmas (TO), que era o quarto maior da Região Norte em 2019, com 1.633.452 kg de carga movimentada, mas não conseguiu se manter entre os cinco neste 1º semestre de 2021.

Junto a Manaus, completam a lista o Aeroporto Internacional Val-de-Cans – Júlio Cezar Ribeiro (SBBE), de Belém (PA), o Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira de Oliveira (SBPV), de Porto Velho (RO), o Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre (SBMQ), de Macapá (AM), e o Aeroporto Internacional Maestro Wilson Fonseca (SBSN), de Santarém (PA).

Região Nordeste

No Nordeste, o destaque também fica para o aeroporto que lidera o ranking da região. O Aeroporto Internacional Guararapes – Gilberto Freyre (SBRF), de Recife (PE), além de movimentar a maior quantidade de carga, o terminal é o único que já superou no 1º semestre de 2021 o valor registrado no mesmo período de 2019, de forma semelhante a Manaus na Região Norte.

Entre os demais quatro aeroportos da lista, a única mudança foi a troca de posição entre o Aeroporto Internacional Dep. Luís Eduardo Magalhães, de Salvador (BA) e o Aeroporto Internacional Pinto Martins, de Fortaleza (CE).

Os outros dois que completam o ranking são o Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves (SBSG), de São Gonçalo do Amarante/Natal (RN), e o Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado (SBSL), de São Luís (MA).

Região Centro-Oeste

Na Região Centro-Oeste do país, quem se destaca por já ter conseguido superar o movimento anterior à pandemia é o último colocado dos cinco maiores. O Aeroporto Presidente João Batista Figueiredo (SWSI), de Sinop (MT), já registrou 38,5% mais cargas enviadas e recebidas no 1S21 do que no 1S19.

Os outros quatro terminais que completam a lista é que ainda têm bastante a se recuperar para igualar ao pré-Covid são o Aeroporto Internacional Presidente Jucelino Kubitschek (SBBR), de Brasília (DF), o Aeroporto Internacional Santa Genoveva (SBGO), de Goiânia (GO), o Aeroporto Internacional Marechal Rondon (SBCY), de Várzea Grande/Cuiabá (MT) e o Aeroporto Internacional de Campo Grande (SBCG), em Campo Grande (MS).

Região Sudeste

Na região que é disparadamente a mais movimentada do Brasil na carga aérea, também há somente um terminal que já registrou melhores números no 1º semestre de 2021 do que no mesmo período de 2019. É o Aeroporto Internacional de Viracopos (SBKP), em Campinas (SP), que apresenta a melhor recuperação entre os mais movimentados tanto da Região Sudeste como de todo o país, 53,3% mais carga do que no pré-Covid.

Pelo lado negativo, o pior desempenho fica com o Aeroporto de Congonhas (SBSP), na cidade de São Paulo (SP), que ocupava a quarta posição no 1º semestre de 2019, com 26.877.509 kg de carga, mas não conseguiu se manter no ranking dos cinco mais movimentados no 1S21. Com apenas 7.220.148 kg, caiu para a sexta colocação.

Completam a lista o líder Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro (SBGR), de Guarulhos (SP), o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim/Galeão (SBGL), no Rio de Janeiro (RJ), o Aeroporto Internacional Tancredo Neves (SBCF), de Belo Horizonte/Confins (MG), e o Aeroporto Eurico de Aguiar Salles (SBVT), de Vitória (ES).

Região Sul

Na Região Sul, todos os cinco mais movimentados do 1º semestre de 2021 estão ainda bem abaixo dos valores registrados no 1º semestre de 2019, e não houve nenhuma alteração de posição no ranking.

A liderança é do Aeroporto Internacional Salgado Filho (SBPA), de Porto Alegre (RS), seguido do Aeroporto Internacional Afonso Pena (SBCT), de Curitiba/São José dos Pinhais (PR), do Aeroporto Internacional Hercílio Luz (SBFL), de Florianópolis (SC), do Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder (SBNF), de Navegantes (SC) e do Aeroporto Gov. José Richa (SBLO), de Londrina (PR).

Os dez maiores do Brasil

Na lista dos dez maiores aeroportos brasileiros em movimentação de carga aérea no 1º semestre de 2021, apenas três deles estão com totais superiores ao período anterior à Covid-19. São os Aeroportos de Campinas, Manaus e Recife, que se destacaram em suas respectivas regiões, como vimos acima.

Entre os demais sete do ranking, o pior desempenho é o do Galeão, que ainda está 47,1% abaixo do período anterior à pandemia, porém, assim como já descrito na Região Sudeste, o Aeroporto de Congonhas deixou o ranking do 1S21, após ser o sétimo do país no 1S19.

Doméstico x Internacional

Quando se avalia a movimentação de carga aérea dividida entre rotas domésticas e rotas internacionais, porém, há algumas mudanças no cenário.

No segmento doméstico, Manaus, Campinas e Recife continuam sendo os únicos com dados de 2021 melhores do que de 2019, porém, Manaus assume a segunda colocação de Campinas, e o Galeão cai fora do ranking, possibilitando a entrada de Belém na décima posição:

No segmento internacional, os aeroportos de Guarulhos e de Brasília se juntam aos destaques de terminais que já superaram o 1S19, enquanto Recife se coloca entre os que ainda precisam aumentar sua movimentação de carga aérea para superar o pré-Covid.

Salvador e Fortaleza seguem com movimentos internacionais de carga bastante depreciados, algo que não ocorre com tanta intensidade em seus dados do mercado doméstico vistos acima:

Com dados da Agência Nacional de Aviação Civil

Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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