Voo de resgate aterrissa com 18 passageiros passando mal e com sinais do coronavírus

Dezoito passageiros de um voo de resgate fretado de Wuhan, afetado pelo coronavírus, para a Coreia do Sul, mostraram sinais de febre após o desembarque no Aeroporto Internacional de Gimpo e foram levados aos hospitais para verificação.

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Foto do Singapore Aviation Spotters

O jato da Korean Air Lines pousou às 8h desta sexta-feira e estacionou longe do terminal principal para minimizar o contato com outros viajantes, de acordo com o Ministério do Interior e Segurança da Coréia do Sul. Dentro do Boeing 747 havia 368 passageiros, além de 15 tripulantes e o presidente da Korean Air, Walter Cho, que voaram para a China para um voo de evacuação, segundo reportou a Bloomberg.

A tripulação se voluntariou para a viagem, informou a Korean Air. Em vez de serem pagos, eles seriam recompensados ​​com incentivos, disse a companhia aérea, sem dar detalhes. Cho e a tripulação, que usavam roupas de proteção e tiveram contato limitado com os passageiros, foram aconselhados a ficar em casa até o dia 2 de fevereiro.

Resgate

Vários países estão organizando voos para evacuar cidadãos da China, onde 213 pessoas morreram pelo vírus e quase 10.000 foram infectadas, segundo dados desta sexta-feira, 31 de janeiro. Onze casos foram confirmados na Coréia do Sul, embora nenhuma morte tenha sido relatada fora da China. Por sua vez, as companhias aéreas internacionais têm, cada vez mais, cancelado ou suspendido voos para o país em uma tentativa de conter a propagação do vírus. No caso da Coreia, calcula-se que ainda existam 350 coreanos em Wuhan e arredores, segundo o porta-voz do governo coreano.

Não há voos regulares entre Wuhan e Gimpo, a oeste de Seul. O voo de evacuação foi o primeiro da Coréia do Sul, que teve que esperar pela aprovação da China. Os passageiros receberam máscaras para usar e também receberam uma garrafa de água, mas nenhuma comida foi servida, disse o porta-voz do Ministério do Interior. Um coreano não foi autorizado a embarcar em Wuhan após a triagem pelas autoridades chinesas mostrar que ele estava com febre alta.

Os demais passageiros permanecerão por duas semanas em instalações governamentais fora de Seul, onde receberão refeições e terão acesso à internet, livros e televisão, segundo o porta-voz. Eles serão verificados por 148 funcionários do governo duas vezes por dia e, se houver algum sinal de doença, serão enviados para hospitais designados nas proximidades, disse ele.

Carlos Ferreira

É profissional de marketing e pesquisador de temas relacionados à aviação há quase duas décadas. Leva a câmera fotográfica para onde vai e faz mais fotos de aviões do que dos passeios. Responsável pela linha editorial da revista eletrônica AEROIN.net.

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